Boas-Vindas

Amigos,
Esta é uma net-expressão da
QUINTA DA BORRACHA, vocacionada para os que têm a felicidade de a conhecer, e não só..., que permite partilhar e divulgar as suas actividades e belezas naturais, comentar assuntos e publicar intervenções.
Um local livre, que não faz bem nem mal, antes pelo contrário, mas que pode dar muito ... tanto quanto todos quisermos dar.

Todas as fotos de natureza foram obtidas na própria Quinta
Convido-vos à leitura ansiolítica e ao comentário...
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Partida

No passado dia 7 houve um Amigo que partiu, de repente, para uma viagem sem retorno.
Apanhou-nos a todos desprevenidos, com aquele sentimento de impotência, de injustiça...

Vem-nos a lembrança de muitos dos bons momentos que passámos juntos e cada dia que passa recordamos mais episódios guardados na gaveta da memória.

Relembro, com saudade, uma tarde passada numa Cigar House de um hotel em Berlim, onde um bom charuto cubano e um vinho tinto espanhol nos fizeram esquecer o tempo...
Ou a alegria de receber pelo correio (antes das tecnologias da net) "O Mexerico", um jornal caseiro que ele editou sozinho, onde publicava artigos, notícias, histórias e até comentários (do 'público' ou dos seus próprios 'elementos da redacção' que igualmente identificava).
Ou ainda a viagem à República Checa (Checha, como ele dizia) ... os dráculas e o 'mata-corças'.

A forte personalidade e cultura garantiam sempre aos amigos longos serões quentes e interessantes.

Para este artigo, não incluo, como é habitual, qualquer foto. Fui ao seu blogue buscar um artigo, que vos deixo, como homenagem ao Homem e à gratidão da sua amizade:

Domingo, 24 de Junho de 2007

Coluna dos Primeiros Ministros

Em primeiro lugar agradeço ao “Mexerico” este espaço dedicado aos Primeiros Ministros. Até um Primeiro Ministro tem necessidade de desabafar.
Ser primeiro ministro é duro, mesmo muito duro. Estou mais que arrependido de ter enveredado por este caminho. Hoje seria muito mais feliz se me tivesse tornado artista. Não artista de cinema. Também é chato. Pintor é o que eu devia ter sido. Pintar, pintar é de facto a minha vocação! De vez em quando atirar com umas tintas para a tela, misturar tudo e já está! Depois era só assinar e ter um amigo com uma galeria de arte que não se cansasse de apregoar a profundidade das minhas obras. Em menos tempo que o diabo esfrega um olho estava rico e não tinha de me chatear.
Ser primeiro ministro é só chatices. Outro dia, por exemplo, fui à televisão para ser entrevistado por um casal de jornalistas. Mais que chatos! Fazem uma pergunta e eu mal digo três palavras já estão a interromper com dicas parvas. Deviam era ter conhecido o meu pai. Levavam logo umas bofardas acompanhadas com um “menino / menina”, não se interrompe os adultos quando estes falam”.
Como primeiro ministro, “noblege oblige”, tenho de sorrir, um sorriso muito amarelo, e mostrar-me descontraído. Cá por dentro a ferver, só há uma coisa que ajuda: meter a mão no bolso e apertar as bolas até que a dor faça esquecer o resto. Jornalistas são como os mabecos: mal cheiram sangue atacam em matilha e nunca mais largam a presa.Também me chateia ter de explicar a mesma coisa cinco vezes. E eles voltam sempre à carga. Não lhes interessa a explicação mas sim a “mexericada” em torno desta. Eu explico que há 3 estudos internacionais que apontam a Ota como o sítio ideal para construir o novo aeroporto. Interrompe logo o sabe tudo do jornalista: “mas dizem que os ventos na Ota não são bons para as aterragens e decolagens...” –“Olhe você não é técnico do ar e eu também não”, respondo um tanto irritado. O mabeco não desiste!-“Mas há um estudo, dizem, que aponta a margem sul como sítio ideal”?-“Não conheço”!-“Mas...”-“Não conheço”! Dizem, falam, contam, diz-se por aí ... só mexericadas. Ora bolas! Parlapapa! Se decido o aeroporto é na Ota tenho 50% dos lusitanos contra mim. Se decido o aeroporto é na margem sul, então tenho os outros 50 % contra mim.
Assim, sabem o que fiz ? Atirei uma moeda ao ar e já está: o aeroporto vai ser na Ota.
Percebem agora? Artista é que eu devia ter sido. Ou jornalista.
O vosso querido Primeiro-Ministro.
José Pessoa d’Aventura


Até sempre!
PZ 1944-2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Uma visita a Famões




Uma agradável visita, onde a gastronomia esteve ao mais alto nível.


Obrigado.


Cá estou eu de novo !







Meus amigos,
Esta longa ausência deveu-se a várias circunstâncias, sendo a principal o facto de já não ter espaço disponível na web da google para poder colocar fotos.
E eu gosto de colocar fotos ... fotos da natureza na quinta.
Bom, só me dão 1 Gb de espaço gratuito, o que é muito pouco, pelo que tive de sacrificar alguns albuns em prol de ganhar espaço para continuarmos com os nossos artigos.
Hoje reabre-se assim o círculo, com a publicação de artigos e comentários anteriores e com a promessa de novas notícias e fotos.

Deixo-vos com 3 belas fotos. Inté !!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Flagrante delitro

Não pude deixar de publicar esta bela foto de um dos nossos mais queridos antepassados, simpaticamente enviada por um amigo.
Reparem o simbolo do Abel Pereira da Fonseca pintado no pipo atrás do balcão.

A pipa do 'clarete' ... e as garrafas do tinto da época alinhadas nas prateleiras.

E a postura (até mesmo aqui) elegante do nosso Pessoa, apanhado em flagrante delit(r)o, bebendo um copo de três, tinto...

quem sabe, entre dois poemas, ensaios ou em busca da reflexão ...


1888: Nasce Fernando António Nogueira Pessoa, em Lisboa. - 1893: Perde o pai. - 1895: A mãe casa-se com o comandante João Miguel Rosa. Partem para Durban, África do Sul. - 1904: Recebe o Prémio Queen Memorial Victoria, pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. - 1905: Regressa sozinho a Lisboa. - 1912: Estreia-se na Revista Águia. - 1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu. - 1918/21: Publicação dos English Poems. - 1925: Morre a mãe do poeta. - 1934: Publica Mensagem. - 1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa.

Lisboa. 26 de Novembro de 1935. Pessoa encerra o expediente no escritório de import-export e segue para casa. Debaixo do braço, sempre a sua pasta de cabedal. Antes de chegar ao seu andar na rua Coelho da Rocha, passa pelo bar do Trindade, logo na esquina. Rotina. O amigo vende-lhe fiado. Chega-se ao balcão e diz:
- 2, 8 e 6.
Trindade serve-o: fósforos, um maço de cigarros e um cálice de aguardente. No olhar, cumplicidade. Os fósforos custam 20 centavos, os cigarros 80 e um cálice de aguardente 60. Pessoa simplifica: 2, 8, e 6 tostões. Trindade já está acostumado. O poeta acende um cigarro e bebe o cálice, um trago só. Retira da pasta uma garrafa vazia, preta. Entrega-a ao Trindade que, discretamente, a devolve cheia. Com a pretinha bem guardada, Pessoa despede-se. Sai aos tropeções e a recitar:

Bêbada branqueia
Como pela areia
Nas ruas da feira,
Da feira deserta,
Na noite já cheia
De sombra entreaberta.
A lua branqueia
Nas ruas da feira
Deserta e incerta...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Cogumelos para o Luiz Pacheco

Morreu o Luiz Pacheco.
É verdade, morreu um (o último) homem livre, que não tinha medo de ninguém, que dizia o que pensava sem pensar e que ninguém conseguiu domesticar.

Ditador da sua razão, não escondia os vícios e a 'loucura', e o viver à margem da sociedade.
Fazes cá falta, pá! Ficam as obras e a sua memória ...

Em vez de flores, publico as melhores fotos de cogumelos... fotos tiradas ontem (dia da sua morte) e hoje.

Até sempre.

























quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Christmas is on the (polluded) air, but it's comming...

Pois é, meus amigos, cá estou eu ... qual ave migratória, qual jornalista provinciano ou artista 'on the road', cá estou eu para vos anunciar que o Mundo e os Homens continuam activos (vivos, embora um bocado chamuscados...), a deixarem a sua marca na História deste millennium voraz que banaliza muitas vezes o humanismo e a razão com a ânsia pela afirmação do poder, com recurso às mais modernas tecnologias (e virtualidades).

Pois é, a continuada mortandade fraticida que assistimos em várias aldeias deste nosso lar global, a desconfiança nas políticas e visões (democratas-)economicistas que ao abrigo do bem comum penetram pela ideologia (outras vezes pessoalmente ou por terceiros) nas casas alheias exigindo práticas diferentes das que (na realidade) usam na sua, o olhar cego ao que não possui valia económica ou ao que obriga a sujar as mãos, a assumir erros passados ou encargos futuros. Pacificados os regionalismos europeus renasce a instrumentalização das religiões no protagonismo dos bairros mais distantes da civilização institucional.

São os tempos de verdades virtuais, das contradições justificadas, das irmandades de interesses, da globalização económica, da discussão ecológica e do acesso à informação (e desinformação) em tempo real... onde construimos o futuro dos nossos filhos e da humanidade.

E Portugal?
O tal País das Portas para o Mundo, que vimos se abrir para a Europa, na política e na moeda comum, que criou desenvolvimento e economia mas abdicou de boa parte da sua tradição agrícola, viu a extinção de muitas profissões tradicionais e a transformação do comércio local em empresas de serviços e assistiu a uma crescente cosmopolitização dos seus vizinhos.

O desporto, a política e o comércio têm vindo a produzir Portugueses com sucesso de conotação internacional.
Reapareceu a organizar eventos de protagonismo mundial, como a Expo 98 (lembram-se?), a assinatura do 1º Tratado Europeu, o Campeonato da Europa de Futebol, os Lisboa-Dakkar e agora a Cimeira Europa-África e o Tratado de Lisboa.

Bom, nem sei porque é que me afastei tanto do tema que é o Natal, que está à porta.
Se calhar por tudo isto é que o tempo passa mais rápido, não há tempo para pensar nas prendas, muito menos para as ir comprar, etc.

Vão-se preparando, que (apesar de tudo) o Natal está a chegar.
Até já.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Mexerico


Através de um comentário atentório à manifestada inércia jornalistica, tentei despertar o amigo PZ, da antiga Prússia, Alemanha, já que nada escreve há uns tempos no seu blog (o mais lido nas tascas de Berlim Ocidental),


Contudo, por duas vezes, o envio deu erro e fiquei sem saber se foi enviado ou não.

Assim, e porque também ele é leitor deste blog, publico-o aqui aguardando uma suposta reacção:

"Ó meu,
Já li isto (o teu último artigo) dez vezes... onde é que anda a tua (forte) criatividade (que eu conheço)?
Já não vais às tascas de Berlim Ocidental?
Se calhar há censura a mais ... espero que não seja vida a menos!
Acorda!!!
Reage, que o povo está em luta ... contra a poluição ambiental, contra o racismo, contra a xenofobia, contra os direitos das mulheres, contra a economia chinesa, contra a ditadura democrática do Putin, contra o comunismo cubano do Chavez, contra a hegemonia e o altruismo dos americanos, contra o tabaco, contra a bolimia, contra a anorexia, contra a droga, contra as ditaduras de proveito próprio africanas, contra a fome, contra (o aumento) das desigualdades sociais, contra o analfabetismo, contra a corrupção, contra o tráfego humano, contra a emigração clandestina (africana e mexicana),contra a pedofilia, contra a economia do pretóleo, contra a pobreza, contra os políticos, contra a globalização, contra o terrorismo, contra o radicalismo religioso, contra a pena de morte, contra a violência policial, contra as torturas, contra as guerras, contra o totalitarismo, contra as telenovelas, contra a ablação do clitoris, contra o sexo inseguro, contra o abuso do alcóol, contra a prostituição (inclui a infantil), contra o crime organizado, contra o crime fiscal, contra os dirigentes desportivos, contra as injustiças, contra a descriminação sexual, contra a pirataria comercial, contra os grandes lucros (Banca e Estado), contra os 'lobbys', contra o abandono de animais, contra as secas, contra a sida, contra o cancro, contra as pestes em África, contra o envelhecimento das populações, contra o aumento do buraco de ozono, contra o trabalho infantil, contra a imobilidade física, contra as rotinas, contra a insegurança na net, contra o plágio, contra a contrafacção, contra ... (continuo outro dia)

Por tudo isto, há que estar atento.
Bom, vou-me deitar.

um abraço do
Bróitas Lusitano. "