Boas-Vindas

Amigos,
Esta é uma net-expressão da
QUINTA DA BORRACHA, vocacionada para os que têm a felicidade de a conhecer, e não só..., que permite partilhar e divulgar as suas actividades e belezas naturais, comentar assuntos e publicar intervenções.
Um local livre, que não faz bem nem mal, antes pelo contrário, mas que pode dar muito ... tanto quanto todos quisermos dar.

Todas as fotos de natureza foram obtidas na própria Quinta
Convido-vos à leitura ansiolítica e ao comentário...

domingo, 4 de novembro de 2007

A Banda


Não saiu na Blitz mas esteve quase!!!
(cartaz da autoria MM.)
Mais um ensaio, com muito feed-back à mistura, mas que no final deu para tocar umas coisas ...
Estamos a aperfeiçoar temas e a criar as passagens entre solos e entre temas, aperfeiçoar voz, etc, etc.
Valeu a boa disposição e o resultado final.

Nau do Desespero


Mais um comentário-poema ao artigo 'Dia de Finados' do amigo M. que se publica e aplaude:
(gravura criada pelo J. num fim de semana na Quinta)


"Apenas e só, porque o teu amigo C., através das palavras de Álvaro de Campos, tocou nesta realidade imutável e na qual, teimosamente, nos recusamos a pensar, é que resolvi partilhar neste espaço o que escrevi recentemente quando vi definhar e tombar, a meu lado, uma árvore desta imensa floresta em que todos nós, também, somos árvores.
"Devemos aproveitar as tristezas para darem mais força às alegrias!"


NAU DO DESESPERO
(As brumas do Além)

Voei por cima da bruma do mar
Vi uma nau navegando no céu
Ia lotada de rostos sofridos
Todos envoltos por um branco véu

De pé, à proa, um vulto sem rosto
Mostrando que era ele a comandar
Apesar do medo e das ordens dadas
Alguns teimavam em desembarcar

No murmúrio que chegava até mim
Ouvia gemer e também chorar
Todos sabiam que o seu destino
Era muito além dos confins do mar

Daqueles que acatavam as ordens
Ouvia-se na penumbra uma canção
Nos versos diziam com tristeza
Que a saudade ia no seu coração

O vento dissipou a espessa bruma
E eu para o céu carmesim olhei
Ao ver o Sol brilhar no horizonte
Nas ondas da vida, eu, mergulhei

Um abraço
3 de Novembro de 2007 12:55"

sábado, 3 de novembro de 2007

Dia de Finados




Bom, agora é o Álvaro de Campos (irmão gémeo do outro) que reinvidica a publicação, oferta graciosa do amigo C.:

"Dia de Finados (integral)

Se te queres matar, porque não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fim?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros? ... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas nuito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o universo e os outros
Satélites da tua subjectividade objectiva.
És importante para ti porque para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela noctura consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbilhonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...

Álvaro Campos"

Inverno

Mais um comentário-poema do amigo M. feito no artigo 'As folhas do final de Outono'.
Por este andar vou ter criar uma pasta específica para poesia.
Aqui vai:

"Não há dúvida de que o contacto com a natureza nos leva a observar certas coisas que, de outro modo, nos eram totalmente indiferentes.
Ao partilhar da tua opinião, também acho que é na mutação cíclica da natureza que acenta o equilíbrio que todos nós necessitamos para, todos os dias, acordarmos com o olhos postos no horizonte e a sorrir para a vida.

Como a seguir ao Outono vem o Inverno que é, sem dúvida, o período que a mãe natureza escolheu para pôr à prova as capacidades de todos os seres vivos mas, ao mesmo tempo, tão necessário para lhes fornecer as reservas que vão garantir a sua sobrevivência, aqui envio mais umas linhas.

INVERNO
O Sol arrefece, caem as folhas
Nuvens cinzentas cobrem o céu
É prenúncio do final de um ciclo
É o Inverno estendendo um véu

Árvores nuas dormem ao frio
Erguem os braços numa oração
Sabem que o Ser que tudo controla
Manterá quente o seu coração

Caminham em passada estugada
Porque os dias escurecem cedo
O tempo é curto para viverem
E a invernia traz-lhes o medo

Ao menor sinal ficam alerta
Quando pressentem o temporal
Sozinhas enfrentam o perigo
E sonham com a vida imortal

Agradecem à mãe natureza
O novo ciclo da esperança
Porque no rebentar da folhagem
Vai a chuva e vem a bonança

Em coro, cantam a Primavera
A seiva corre com mais calor
Brotam as flores e cantam as aves
De novo o Sol no seu esplendor

Um abraço
2 de Novembro de 2007 1:46"

O que ele via

O amigo C. enviou-me um mail, com mais um poema, agora do Alberto Caeiro (leia-se Fernando Pessoa em personalidade clandestina) que não posso deixar de publicar (já que temos tantos amantes de poesia no blog...):

"O meu olhar é nítido como um girassol,
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e a esquerda
E de vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial que tem uma criança
Se ao nascer, reparasse que nascera deveras...

Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo

Creio no mundo como um malmequer
Porque o vejo, mas não penso nele
Porque pensar é não compreender

O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque a amo, amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama.
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência
E a única inocência é não pensar.

Alberto Caeiro"

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Visitas

Neste feriado, tivémos a visita do Comendador e Esposa e dos seus descendentes ... até ao 3º grau.

O dia estava óptimo, com um sol radioso e uma temperatura serena, que convidava a um repasto tranquilo.

Para o almoço foram preparados os seguintes desafios:

- queijo fresco do alentejo, tortas suecas de salmão fumado, mini-tostas com salmão e delícias do mar, pastas de salmão e de caranguejo a usar a gosto e línguas de bacalhau empanadas.
Foi servido um vinho branco Chardonnay e Arinto de 2006 da Cooperativa Agrícola de Stº Isidro de Pegões - Terras do Sado.

- coelho grelhado a lenha, com molho de azeite, alho e coentros, acompanhado com batata frita com casca laminada, salada de alface e rúcula e três variedades de pão.
Com prazer bebemos um vinho tinto Vinha do Almo - Escolha de 2005, da Herdade do Perdigão de Monforte, Alentejo e ainda um tinto Dona Maria - Amantis, produzido por Júlio Bastos de Estremoz que com os seus 14,5º engrandeceram o repasto.

- torta de cenoura, gelado de baunilha, nozes, queijos secos e castanhas assadas, acompanhados com provas de jerupiga caseira, cafés e whisky.

O almoço foi servido com um suave fundo musical e terminada a missão os convivas mais novos (e não só) fizeram uma pequena sesta, outros encheram os pulmões com o ar puro da Quinta.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

As folhas do final do Outono

Este ano as folhas perduraram nas árvores mais tempo e só agora, nas últimas semanas, começaram a cair, deixando um manto de vegetação que vai secando e dançando ao vento.





As folhas, depois de trituradas, são uma óptima base para o composto ou simplesmente para serem de novo entregues directamente à terra para seu alimento natural.



Assim se recicla e promove a vida vegetal e se cria igualmente ambiente para o desenvolvimento e alimento de muita vida animal, gerando um ciclo de equilíbrio ecológico que tanto precisa de ser preservado.

A letra e a música


Bom, depois de uma semana de ausência, aqui estamos de novo.

Para começar, apresento um comentário feito pelo amigo M, no artigo 'Godin e Fender' com uma proposta de letra para musicar, que agradeço e vamos ver ... nunca se sabe!

"Amigo Bróitas
Tal como tu, também acho que devemos sempre desenvolver as nossas capacidades e acima de tudo dar asas aquilo que nos dá prazer executar.
Como cada pessoa tem direito ao seu minuto de fama, quem sabe se não estará aqui a nossa boa oportunidade de ganhar-mos um disco de diamante ou, na pior das hipóteses, um voador para fugirmos para bem longe antes de levarmos com ovos e tomates podres na cabeça.
Ora! Por tudo isto e porque sei que tu e o MM têm como lema: "Os impossíveis resolvem-se já, os milagres demoram um pouco mais!", aqui vos envio estas palavras para lhes aplicarem umas semi-fusas, misturadas com algumas semi-colcheias, e depois dedilharem essas maravilhosas guitarras para delírio das multidões.

MINHA GUITARRA

Pela estrada fora vou caminhando
Levo-te ao ombro, minha guitarra
Tuas cordas afago com carinho
Já vejo ao longe um belo jardim
Para ele vou guiar o meu caminho
MINHA GUITARRA! TOCO PARA TI

Canteiros coloridos de mil tons
Cravos, tulipas e rosas vermelhas
Bem no meio brota a mais bela flor
Que alguma vez os meus olhos viram
Como tu és bela! Meu grande amor
MINHA GUITARRA! TOCO PARA TI

Refrão

Vibro as cordas, toco baladas
Nesse teu corpo minha guitarra
Tocando, abrirei todas as portas
Para, naquele jardim, poder entrar

Deslizo os dedos pelos teus cabelos
Nestes versos serei o trovador
Tuas pétalas, eu, vou desfolhar
Escreverei nos teus olhos a música
Desta balada que vou dedilhar
MINHA GUITARRA! TOCO PARA TI

Repete o refrão

Chegado o Outono caiem as folhas
A minha guitarra toca mais triste
Renascem as flores na Primavera
E no jardim de mil tons colorido
O ciclo do amor já nos espera
MINHA GUITARRA! TOCO PARA TI

Repete o refrão

Cordas bem afinadas e força nas palhetas!
Um abraço
P.S. Preservar os direitos de autor, porque nestas coisas nunca se sabe!
28 de Outubro de 2007 17:20"

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Vive a Vida

Comentário anónimo ao artigo 'Criar Beleza':

"Penso que esta mensagem de António Botto é, além de um genial poema, um belíssimo hino à vida.
Que coisa mais bela e mais importante se pode criar, do que a vida?
Todavia, não se pense que basta ser-se parido e que, depois, o destino se encarregará de, e aqui sito António Boto, "criar beleza".
Terá de ser cada um de nós que, com mais ou menos arte, tem de dar aquele toque que define cada criador e a sua obra.

VIVE A VIDA

Porque passas a vida a correr
Teu destino não está marcado
Goza a vida em cada momento
Ama para sempre seres amado

Não pretendas o mundo só para ti
Há outros que precisam também
O Sol quando nasce é para todos
Não tomes esse direito a ninguém

A vida é uma dádiva dos deuses
Obra mais preciosa não existe
Por ela há tanta gente no mundo
Que, na guerra, aos tiranos resiste

Não atropeles e semelhante
Correndo atrás de falsas quimeras
Para atingires os teus objectivos
Não lances teus amigos às feras

Para andares de cabeça erguida
Sem teres medo de ser apontado
Respeita sempre a regra da vida
Ama, para também, seres amado

22 de Outubro de 2007 17:57"

O suplício de Tântalo

Comentário anónimo ao artigo 'vinhos acariciados':

"O SUPLÍCIO DE TÂNTALO

Todos conhecemos a história do suplício que foi infligido a este rei mitológico da Frígia e que era filho de Zeus.
Porém, nunca é demais recordar uma das que corrempelos corredores e salões do Olimpo:

Certa vez, para testar o poder dos Deuses Maiores, Tântalo roubou todos os manjares e néctares que estavam destinados para um dos lautos banquetes que eles faziam diariamente.
Em seu lugar mandou servir a carne do próprio filho, que ele havia morto, e um vinho de má qualidade do qual não se sabe a marca, porque na altura ainda não se rotulavam as ânforas.

Ora,como por lá não se brincava naquela época os Deuses decidiram enviá-lo para Tártaro onde, num vale luxuriante e com muita água, iria passar a viver por toda a eternidade sentenciado a não mais poder saciar a fome nem a sede.
Sempre que aproximava a boca da água cristalina que corria em abundância esta escoava-se para longe rapidamente sem lhe dar hipótese de molhar, sequer, os lábios.
Quando tentava colher algum dos deliciosos e variados frutos que existiam nas árvores do vale, os ramos das mesmas moviam-se para cima impelidos pelo vento de modo que ele não lhes conseguia chegar.

Diz-se por aí que ainda hoje esse pobre faminto vagueia por lá sem comer nem beber.

Mas, afinal, o que é que tem esta história a ver com o artigo "Vinhos acariciados"? perguntarão alguns.
A resposta é simples, então esta mostra e prova de vinhos que o amigo Bróitas aqui descreve, com toda a sua arte, não será, para quem não esteve lá, um suplício ainda maior do que aquele a que sentenciaram o pobre do Tântalo?

ISTO NÃO SE FAZ!
Um abraço

22 de Outubro de 2007 12:16"

domingo, 21 de outubro de 2007

Vinhos acariciados

Este fim de semana pudémos provar e deliciar-nos com óptimos vinhos que, pela sua qualidade existe o dever de aqui realçar:

Espumante Reserva Bruto, monocasta Arinto de 2004, da Qta do Boição de Bucelas, das Caves Velhas - Excelente.












Branco, monocasta Arinto de 2005, Morgado de Sta.Catherinade Bucelas - Companhia das Quintas, da Quinta da Romeira - Excelente












Tinto 'Só', de monocasta Syrah, de 2004, de vinha situada em Palmela, da Qta da Bacalhôa - Excelente












Tinto Dona Maria, com quatro castas de 2004, de Júlio Bastos de Estremoz - Muito Bom












Tinto da Ânfora, Grande Escolha, com três castas de 2005, da Herdade das Ânforas em Arraiolos (já antes referenciado, mas que se renova) - Muito Bom












Branco Seco Confraria, com três castas, na serra de Montejunto, da Adega Cooperativa do Cadaval - Muito Bom












Acreditem, este conjunto tinha de facto uma qualidade excepcional.

Criar beleza


Recebi por mail do amigo C. um poema do António Botto que é genial, e já que estamos numa de poesia aqui vai, para que façam bom uso da sua mensagem.


"Curiosidades Estéticas

O mais importante na vida
É ser-se criador - criar beleza.

Para isso,
É necessário pressenti-la
Aonde os nossos olhos não a virem.
Eu creio que sonhar o impossível
É como que ouvir a voz de alguma coisa
Que pede existência e que nos chama de longe.

Sim, o mais importante na vida
É ser-se criador.
E para o impossível
Só devemos caminhar de olhos fechados
Como a fé e como o amor.

António Botto"

sábado, 20 de outubro de 2007

Flash interview

Mais um comentário do M. sobre artigo 'Vergonha nacional' com mérito de publicação:










Nota: As fotos não reportam ao conteúdo do comentário...

"As tuas palavras são tão eloquentes que resta pouca coisa para acrescentar.Mas se fosse só no futebol, isto seria uma alegre romaria.Vamos, então, às origens!


FLASH INTERVIEW

Cansados de maltratarem o esférico
Os artistas correm para o balneário
Previamente alguns são sorteados
Para falar em directo no noticiário

Colocando o boné do patrocinador
Que é ajuda no ordenado atrasado
Enfrentam o homem do microfone
Que usa sempre o mesmo fraseado

A sua equipa em noventa minutos
Não criou uma única oportunidade
Como analisa por isso esta derrota
E na manutenção há possibilidade?

Discordo do que diz e todos viram
Que o nosso objectivo era empatar
Houve aquele lance de bola parada
E o antagonista soube-o aproveitar

O team trabalha bem e tem atitude
Os nossos adeptos merecem respeito
Faltam ainda os dois jogos em casa
Para não descermos, tudo será feito

Acha que esta vitória foi merecida?
Questiona o repórter a outro artista
Agora que é difícil chegar ao título
Que outros objectivos têm em vista?

Mesmo sentindo alguma dificuldade
A nossa vitória não tem contestação
O mister avisou-nos que ia ser difícil
De marcar a quem joga na contenção

Trabalharemos até à última jornada
Ainda há muitos pontos em disputa
Nosso objectivo é chegar à Europa
Somos profissionais, vamos à luta

Treinadores não falam da arbitragem
Dizem ambos que foram os melhores
Têm orgulho no grupo de trabalho
Mas alguém não os deixa ser maiores

19 de Outubro de 2007 17:42"

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Se pudesse ...

Comentário-resposta de Tx ^^ a Zeus:

"Zeus, ne?

Pois bem, se eu estivesse na posição de um supremo, te daria a felicidade, a eterna vontade de ser mais e retirava-te qualquer pedacinho de INfelicidade. Merecem ser felizes pois fazem, só voces os dois, um mundo de gente feliz. E nao precisam de fazer muito para nos ver sorrir pois sao, para nos, um pedaço de alma constante que vem para nos tirar da vida cinzenta, sao raios de sol, sao luz divina. Voces irradiam alegria como só produz a luz do dia.


Se pudesse dar-te-ia asas para voar
Se pudesse dar-te-ia um pedaço de mar
Pois foi dessa boca que vieram as palavras
Que quase me fizeram chorar

Das minhas lágrimas te ofereceria
O mar que te prometeria
Do meu esforço te daria
A todo o conforto que poderia

Da minha alma dar-vos-ia
De viver toda a minha vontade
Para ti e para ela, se pudesse,
Daria a suprema felicidade

Nao digo nao tente ou que consiga
Mas se de tentar, conseguir
Entao, a menos que a morte me atinja,
Eu nao vou desistir

Se pudesse dar-vos algo mais
Quem me dera dar-vos esperança,
Tanto em orgulhos paternais
Dos que nao sao filhos de herança

Gostava de poder oferecer
A felicidade toda que merecem
Nao apenas por aquilo que superam
Mas tambem por aquilo que acho que deviam receber

Sao gente da familia
Sao gente do peito
Deviam receber mais alegria
Que qualquer sujeito

Sao familia, sim senhor
Festa nao é festa sem a vossa presença
Só espero que Senhor
Me permita alguma licença
Para vos dar o absoluto amor.

Gosto muito de voces.

Tx ^^ - 18 de Outubro de 2007 21:42"

Ser Feliz

Comentário-resposta do Zeus à Tx ^^ no artigo 'Tributo às gerações ...'

"A águia não tem medo de voar só
Nem de fazer da aventura uma paixão
Porque os seus pais lá do sítio do seu ninho
Vigiam o seu voo com atenção

... ... ... ... ... ... ... ...

Uma mulher é sempre linda
Quando se gosta muito dela
Diz-se, então, aos quatro ventos
Que não há outra como ela


A Isabel retribui os beijinhos e deseja que sejas sempre muito feliz!

***************

SER FELIZ

Ser feliz é ...
nascer e crescer em liberdade
correr alegre e a vida agarrar
fazer tudo aquilo que gostamos
acordar bem e ver o Sol brilhar

ver realizados os nossos sonhos
dar à companheira o nosso carinho
coabitar com quem nos é querido
ajudá-los a seguir o bom caminho

ter lealdade a quem gosta de nós
não atraiçoar o nosso pensamento
ser na sociedade um elo para a paz
não fazer da inveja um sentimento

ter filhos, ter netos e sermos avós
vê-los crescer com saúde a trabalhar
ensinar-lhes a ver os valores do bem
saber que lutam para depois triunfar

ver reconhecido o nosso passado
envelhecer junto do outro alguém
usufruir do direito de ser feliz
não contrariar esse direito a ninguém

POR FAVOR,
DEIXEM-ME SER FELIZ!

18 de Outubro de 2007 18:35"

Alerta, é preciso preservar ...

Publica-se novo comentário do amigo M. ao artigo "Luz ao fim da tarde"



"Depois de ver e rever estas imagens e ler aquilo que escreveste, não resisti a enviar-te, apesar de não pretender ser nenhum Camões, ou Pessoa, mais um dos meus devaneios poéticos que escrevi em 18/6/2005. Estava, então, sentado no alprendre da casa das Rendufas e, tal como tu, comtemplava a paisagem envolvente e tudo aquilo que ela nos oferece, mas que, na realidade, muitas vezes olhamos e não conseguimos ver. Pela sabedoria que tens em dizer e escrever aquilo que te vai na alma, esta é para ti, meu amigo Bróitas.


ALERTA


É preciso preservar ...
A vida, as crianças e a tolerância
A amizade, o amor e a fraternidade
O passado, o presente e o futuro
É preciso promover a igualdade

É preciso preservar ...
O trabalho, a escola e o respeito
As artes, os ofícios e os artesões
As aldeias, as vilas e as cidades
É preciso manter as tradições

É preciso preservar ...
Os pássaros, os peixes e os animais
As árvores, os frutos e o ambiente
Os rios, os mares e as montanhas
É preciso avivar a nossa mente

É preciso preservar ...
A saúde, a alegria e o bem-estar
A música, a poesia e as canções
As flores, a paisagem e o planeta
É preciso que haja paz entre as nações

É preciso ALERTAR ...
O UNIVERSO EM PERIGO SOMOS NÓS!

M. -17 de Outubro de 2007 12:35"

Tributo

Ainda na onda do comentário-resposta...
é com muito orgulho e emoção que publico este comentário da Tx ^^ para o M.

"Ainda bem que gostaste. Deixa-me muito satisfeita. Significa que atingi o meu objectivo.
E não tenho outro senão seguir as tuas pegadas em prosa, atingir o céu como o atinges sem pedir, ser tão grande como tu na linha que te abraça com medo de ficar sozinha. Quero ter essa paixão, quero ter essa aventura. Quero voar tão alto que estarei ao teu lado.
Este dedico a uma mulher de quem sinto muita afinidade apesar dela não saber. No caso de alguém desvendar o segredo e a conhecer(hm hm M.), dê-lhe os meus beijinhos e saudades:


I gual a esta mulher, não haverá outra de certeza.
S empre da chama vital acesa,
A braça-nos a alma ao entrar.
B asta conhecê-la para saber que
E sta mulher tem o poder de nos deslumbrar,
L inda com qualquer vestimenta, basta ouvi-la para dela se gostar!


Tx ^^P.S.Que o Senhor criador da minha identidade, nâo se sinta posto de parte. Se não fosse a sua genética nem poderia retalhar. É por isso que gosto tanto de pertencer ao Galinheiro, todos têm algo para ensinar!(e eu também terei!!!)
17 de Outubro de 2007 21:56"