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Amigos,
Esta é uma net-expressão da
QUINTA DA BORRACHA, vocacionada para os que têm a felicidade de a conhecer, e não só..., que permite partilhar e divulgar as suas actividades e belezas naturais, comentar assuntos e publicar intervenções.
Um local livre, que não faz bem nem mal, antes pelo contrário, mas que pode dar muito ... tanto quanto todos quisermos dar.

Todas as fotos de natureza foram obtidas na própria Quinta
Convido-vos à leitura ansiolítica e ao comentário...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Nova vitória ... e a um passo da subida de divisão

Nova vitória do CERTV, por 10-0, agora no campo do Porto Salvo, assegurando no minimo o 2º lugar e podendo ainda vir a ser campeões na última jornada e ainda subir de divisão.
Jogo sem história, domínio do princípio ao fim, houve muitos bons momentos de futebol, com a bola bem no chão. Os golos foram divididos por muitos jogadores o que revela um conjunto forte.
Deixo algumas imagens.











quinta-feira, 1 de maio de 2008

34 anos depois ....


... com um abraço ao amigo C., obrigado pelos comentários.

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Eu nasci depois ...":

34 anos depois do 25 de Abril que pode hoje dizer, um indivíduo que atingiu nesse ano a maioridade?

Que "foi bonita a festa, pá!". Fiquei contente, de facto, como a esmagadora maioria do povo português , também ficou.

Por isso, a imagem que melhor define o 25 de Abril, para mim, é a de uma foto, supra, na revista Século Ilustrado, de 4.5.1974, em que se mostra o povo anónimo, em manifestação sem bandeiras ideológicas.

Outra imagem que reflecte o espírito do 25 de Abril, tal como o vivi, é a de um músico e da música de protesto que então apreciava, porque de valor e qualidade inquestionáveis, mesmo pelos padrões actuais.

José Mário Branco, cantor de timbre perfeito, tinha produzido, antes de 25 de Abril, em 1971, um disco de grande qualidade: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

De há 34 anos a esta parte, que mudou, nas vontades?

No dia 25 de Abril, durante a tarde e noite, e dias a seguir, podiam ouvir-se na rádio, algumas músicas que nunca tinham passado nos programas, por causa da censura. O soldadinho, de José Mário Branco, era uma delas. Tal como outras. Sabia bem, apreciar a novidade da liberdade de se poder ouvir cantar livremente.

No dia 25 de Abril, à noite, a tv mostrava os locutores de serviço, sem gravata. Sabia bem, poder ver que o formalismo retórico, não precisava de gravata, porque tinha sido esse o grito dos assistentes ao I Encontro da canção portuguesa, realizado uma semanas antes, no Coliseu de Lisboa: "tira a gravata, pá!", ouvira gritar, Carlos Paredes.

Foi por isso com grande satisfação que foi possível ver, na revista Flama , quinze dias depois, a reunião dos cantores do canto livre, da canção portuguesa.

Entre eles, José Mário Branco, na foto aqui publicada (acompanhado de Francisco Fanhais e outros na foto a seguir, como Zeca Afonso, José Jorge Letria e Adriano Correia de Oliveira) , na mesma revista Flama, de 17.5.1974

Na revista Tabu, hoje publicada com o Sol( foto abaixo), José Mário Branco , dá uma entrevista "de vida", onde reflecte sobre 34 anos de democracia e utopias. Sobre o dia 25 de Abril de 1974, diz assim:

"Pergunta: aquilo foi uma revolução? Ou foi uma descompressão social depois de 48 anos de ditadura? A 24 de Abril de 1974 quantas pessoas estariam dispostas a vir para a rua protestar e exigir a fábrica, a herdade, a democracia? Quantas? Houve uns militares descontentes que por razões completamente corporativas se começaram a juntar e vieram para a rua. A minha discussão muitas vezes com os meus companheiros de luta é esta: "se não for capaz de fazer a revolução dentro de mim próprio, vou ser capaz de a fazer na sociedade? ´"

E o resumo de uma vida, que deixa muito que pensar:

"Tenho 65 anos e ando entalado há 50 entre duas igrejas. Uma que me conta a história de Cristo de uma maneira que não posso aceitar e outra que me conta a história do socialismo de uma maneira que não posso aceitar. Quer isso dizer que tudo o que li e em que acredito está provado que não funciona? Não. O que está provado que não funciona é a distorção de tudo aquilo em que acredito. Os se faz a sério ou não se faz. "

Percebo muito bem este discurso. O da utopia permanente e que redundou em desgraças maiores, quando levada a consequências organizativas, com armas na mão. As FP 25, por cá, são o exemplo.

Será que a mudanças dos tempos, trouxe mudança de vontades?

Tal como John Lennon escreveu: "Dizes que queres fazer uma revolução. Está bem, mas primeiro deixa lá ver os planos..."

Publicada por Anónimo em Placebo a 29 de Abril de 2008 16:31

Tu que pensas e és livre ...



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Eu nasci depois ...":

... Que fazer?
Tu que pensas e és livre, nunca desistas de aprofundar os teus conhecimentos sobre aquele dia de Abril que permitiu que tivesses nascido liberta de grilhetas.
Depois, continua a cantar o Abril da Revolução dos Cravos:
- Enaltece as suas virtudes
- Critica os seus defeitos
e se alguém tentar abafar a tua voz, canta mais alto, ainda, mas jamais deixes de O cantar.
Verás que, cantando Abril, o jardim manter-se-á florido com cravos vermelhos e, ao mesmo tempo, estarás a ensinar às gerações vindouras o que é ser livre e poder ter pensamento!

Um xi-coração e obrigado pela nota de rodapé (M)

Publicada por Anónimo em Placebo a 29 de Abril de 2008 15:28

Foi bonito, pá ...



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Eu nasci depois ...":

À medida que o tempo passa, a data que se comemora a 25 de Abril vai ficando cada vez mais difusa.Explicar o que se passou começa a ser dificil, pois, com facilidade, se entra no reino do mito e da historieta.
A geração que nasceu depois do 25 de Abril terá dificuldade em percepcionar a importancia da "revolução dos cravos" - desde logo original e única, onde não houve derramamento de sangue e o regime caiu de podre.
O que foi o Salazarismo? Como era o Portugal antes de Abril?
O que era/foi a Guerra Colonial?
Que emigração tinhamos e porquê? Que economia existia, como se vivia a cultura?
Para se explicar a data, tem de se construir um puzzle, um mosaico, um vitral que peça a peça diga: FOI BONITO,PÁ!

Publicada por Anónimo em Placebo a 28 de Abril de 2008 10:58

domingo, 27 de abril de 2008

Precisa-se de atitude ...

Os miúdos do Ten Valdez perderam em casa do Outurela, por 2-0.
O resultado foi justo e premiou a Equipa que mostrou melhor atitude dentro do campo.
Só que já não há espaço para perder pontos, se querem ser campeões, ou subir.

Falta atitude, ocupação de espaços, deslocamentos, mais bola no chão e levá-la de forma controlada para o ataque para fazer os golos que (eles sabem muito bem fazer e que) toda a gente gosta.
Têm uma semana para melhorar a estrutura e a atitude.
























Eu nasci depois ...


Tx ^^ deixou um novo comentário na sua mensagem "25 de Abril 2008, na Quinta":

Eu nasci depois..

O 25 de Abril é-me ilustrado pelos que o viveram, os que comemoraram, aqueles que ainda o vivem e lutam todos os dias por um 25 de Abril estável, unido e razoável.
E eu... que farei?Que faço, sabendo que não vivi a opressão, que não senti o medo, que não forcei a ruptura, que não trabalhei pela liberdade e justiça (possivel) que tenho hoje?Que faço?

Só posso fazer uma coisa..cantar as revoluções liricas que foram aprisionadas anos, cantá-las como se saíssem do meu coração, em memória daqueles que morreram pelas notas com que são feitas.Aprender os feitos do mal e a sua revolução para que se um futuro parecido se aproximar possa preveni-lo. Ouvir os conselhos e as histórias dos revolucionários para que um dia possa eu transmitir esses saberes ás gerações futuras..

Eu nasci depois..e depois?
Posso senti-lo como se a história me entranhasse nos genes. A festa também é minha. Eu também canto a revolução. E luto por um 25 de Abril constante.

Eu nasci depois..Outros virão. Mas a história continua..

M. e I. obrigado por terem vindo. Significou muito. Haverá outro 25 de Abril, mas este é vosso.

Publicada por Tx ^^ em Placebo a 27 de Abril de 2008 22:38

Parar para pensar


Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "25 de Abril 2008, na Quinta":

É sempre importante pararmos para pensar " e se o 25 de Abril não tivesse existido?"
É sempre importante comemorar, recordando o que foi a nossa vida, antes e depois do 25 de Abril.
É importante encontrar formas de dizer que fomos nós (todos) que fizemos o 25 de Abril. Estivemos lá, vivemos lá, participámos e contribuimos.... como hoje seria importante que fizessemos.( noutra escala, noutra dimensão, noutro contexto, numa outra realidade) seria importante que tivessemos consciência que temos força, coragem e capacidade para fazer a sociedade mudar, evoluir e ser fraternal.

Publicada por Anónimo em Placebo a 27 de Abril de 2008 10:35

sábado, 26 de abril de 2008

25 de Abril 2008, na Quinta

Pois é, tinha de ser, comemoração simples e popular.
Almoço de sardinhas assadas, jantar de febras grelhadas, acompanhado com salada e tinto da região, entradas e sobremesas a gosto, muita música e boa disposição.
Éramos poucos... mas a vontade e a alegria foi muita.
Um agradecimento a todos os presentes e um abraço aos ausentes.
Deixo algumas fotos do momento.































































































































Cravos de Abril

Apesar de já (muitos) termos vontade de mudar o actual marasmo de politiquices, de mentiras encobertas e de enriquecimento próprio, é de facto importante relembrar como era o nosso Páís até Abril74, como ali se chegou, os exílio, a força do Zeca e de muitos outros e depois a força do Salgueiro Maia (e de muitos outros também).
A vitória aconteceu não só porque a razão era óbvia, (não esquecer que havia também uma guerra colonial em curso) mas porque nos momentos cruciais (e logo muito cedo) o povo desceu à rua e participou ('naifemente') na progressão dos acontecimentos.
Por tudo isto, há que lembrar, comentar, contar aos filhos e aos amigos destes, estar atento e desmascarar logo à partida os atentados à liberdade e à democracia que, ainda hoje, teimam em aparecer.
Publico o artigo enviado pelo amigo M.(sempre presente):

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Regresso":

Fico contente por saber que, ainda, existem pessoas que se lembram do 25 de Abril e, melhor ainda, se propôem comemorá-lo.
Pena é que muitos dos que só conseguiram chegar aonde, hoje, estão devido ao facto de ter havido o 25 de Abril de 1974, sejam os seus maiores inimigos e os seus maiores detractores.
"Pobres daqueles que cospem no prato onde comeram!"

Fui para a rua, não vi cravos
Nos jornais, não li alusão
Muitos esqueceram depressa
O dia da Revolução

Vamos refrescar a memória
Combater a ingratidão
Com a caneta, feita arma
Se faz outra revolução
... ... ... ... ... ...

CRAVOS DE ABRIL
A chuva a tanger no telhado
Na janela, o vento a cantar
É o Abril das águas-mil
Que o jardim vem alegrar

Que o jardim vem alegrar
Fazer florir cravos vermelhos
Que metidos nas espingardas
Vão trazer novos evangelhos

Vão trazer novos evangelhos
E construir um país novo
Não deixemos murchar os cravos
O símbolo da voz do povo

O símbolo da voz do povo
Tantas vezes espezinhado
Mas que, um dia, se vai erguer
Para não, mais, ser enganado

Para não, mais, ser enganado
E não esquecer na memória
Que de cravo vermelho ao peito
Pode sempre cantar vitória

PS: ... Obviamente, o futuro há-de sorrir!

Publicada por Anónimo em Placebo a 24 de Abril de 2008 11:46

domingo, 20 de abril de 2008

Novo massacre, agora com recorde...










































Pois é, os miúdos do Tenente Valdez, já regressaram às vitórias e ganharam os três últimos jogos, que eu não indiquei por ter estado ausente.
Este Domingo massacraram o Santa Maria, imaginem por quanto, apenas por 19-0 e ainda falharam o único penálti da partida.
Fica o comentário quanto ao valor e mérito da Equipa que, mesmo já com uma goleada de 7-0 ao intervalo e que mesmo com as substituições da praxe, soube manter um ritmo de ataque e de entrega total ao jogo.

O Martim esteve igual a si próprio, naquela defesa não passa nada!
Parabéns ao Eti que marcou 9 golos neste jogo.
De louvar também a Equipa do Santa Maria, que apesar do resultado tiveram um comportamento de disciplina exemplar, o que nem sempre se vê por esses campos fora.
Deixo algumas fotos.

Regresso


Depois de uma ausência generosa, motivada por viagem a terras longícuas, aqui estou de novo, fresco que nem uma alface para retomar as nossas publicações.

Relembro que se aproxima o dia 25 de Abril pelo que está na hora de o 'pessoal' mais uma vez comemorar a data, juntando alguns amigos e saboreando o que de melhor e mais prático nos é dado pela gastronomia popular nacional.
E estar obviamente atento ao futuro!