Pois é, meus amigos, cá estou eu ... qual ave migratória, qual jornalista provinciano ou artista 'on the road', cá estou eu para vos anunciar que o Mundo e os Homens continuam activos (vivos, embora um bocado chamuscados...), a deixarem a sua marca na História deste millennium voraz que banaliza muitas vezes o humanismo e a razão com a ânsia pela afirmação do poder, com recurso às mais modernas tecnologias (e virtualidades).
Pois é, a continuada mortandade fraticida que assistimos em várias aldeias deste nosso lar global, a desconfiança nas políticas e visões (democratas-)economicistas que ao abrigo do bem comum penetram pela ideologia (outras vezes pessoalmente ou por terceiros) nas casas alheias exigindo práticas diferentes das que (na realidade) usam na sua, o olhar cego ao que não possui valia económica ou ao que obriga a sujar as mãos, a assumir erros passados ou encargos futuros. Pacificados os regionalismos europeus renasce a instrumentalização das religiões no protagonismo dos bairros mais distantes da civilização institucional.
São os tempos de verdades virtuais, das contradições justificadas, das irmandades de interesses, da globalização económica, da discussão ecológica e do acesso à informação (e desinformação) em tempo real... onde construimos o futuro dos nossos filhos e da humanidade.
E Portugal?
O tal País das Portas para o Mundo, que vimos se abrir para a Europa, na política e na moeda comum, que criou desenvolvimento e economia mas abdicou de boa parte da sua tradição agrícola, viu a extinção de muitas profissões tradicionais e a transformação do comércio local em empresas de serviços e assistiu a uma crescente cosmopolitização dos seus vizinhos.
O desporto, a política e o comércio têm vindo a produzir Portugueses com sucesso de conotação internacional.
Reapareceu a organizar eventos de protagonismo mundial, como a Expo 98 (lembram-se?), a assinatura do 1º Tratado Europeu, o Campeonato da Europa de Futebol, os Lisboa-Dakkar e agora a Cimeira Europa-África e o Tratado de Lisboa.
Bom, nem sei porque é que me afastei tanto do tema que é o Natal, que está à porta.
Se calhar por tudo isto é que o tempo passa mais rápido, não há tempo para pensar nas prendas, muito menos para as ir comprar, etc.
Vão-se preparando, que (apesar de tudo) o Natal está a chegar.
Até já.