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Todas as fotos de natureza foram obtidas na própria Quinta
Convido-vos à leitura ansiolítica e ao comentário...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Natal


Meu caro M., melhor prenda não podíamos ter...

Um obrigado ao poeta e um abraço ao Amigo.


Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Convite":

Para haver Natal, basta que cada um assim o queira! Por isso, nestas linhas vai o meu presente para todos os que as lerem e em especial para Tx ^^.

NATAL

Lá fora, a neve não parava de cair
E ao redor da mesa, a família ceava
Bateram à porta, de pronto fui abrir
Na escuridão da noite uma voz rezava

Na minha frente vi um vulto embuçado
Que, a tremer, me pedia numa oração
Algum conforto, porque estava gelado
E, se possível, um pedacito de pão

Convidei aquele estranho para entrar
E para a nossa mesa o encaminhei
Os meus olhos não queriam acreditar
Quando, à luz da lanterna, para ele olhei

Vi um menino à minha frente sentado
Envolto por uma auréola celestial
O seu sorriso deixou-me petrificado
Eu esquecera que era Noite de Natal

Falou naqueles que têm a vida triste
E no porquê de não haver paz e amor
Disse que a fraternidade já não existe
Mas vê-se a hipocrisia ganhar valor

E para que o Natal seja uma verdade
Foi dizendo que não basta oferecer
E se não se criar mais igualdade
Mais pobres continuarão sem comer

BOAS FESTAS!
Publicada por Anónimo em Placebo a 28 de Novembro de 2007 13:13

1 comentário:

Tx ^^ disse...

"Dorme" disseram-me ao ouvido, "amanha o pai natal trará boas prendas..", e eu obediente deixava repousar as palpebras cansadas de um longo dia a fazer coisas de criança.
"Bom dia, é Natal." criança que era demorei a despertar mas rapidamente retomei consciencia do dia que era e corri para o salao. junto ao pinheiro que custumávamos enfeitar com bolinhas prateadas e longas fitas farfalhudas, alguns anjinhos e uma estrela á americana no topo,encontravam-se dois pacotes grandes com o meu nome escrito. Criança que era nem me cuidei com o embrulho tamanha era a excitação infantil. Num dos pacotes encontrei uma carta solitaria e antes que me interessasse pelo seu conteudo despachei-me a abrir o outro. Este continha um conjunto de legos.
Com a fome esqueci de dar atenção ao envelope. Apos o almoço fomos para o parque e levei o meu conjunto de legos. Lá outras crianças brincavam com os seus brinquedos. Um menino da mesma permaturidade aninhou-se junto a mim e pediu muito educadamente se poderia brincar com o meu brinquedo. A minha primeira reação foi proteger os meus interesses. Nao queria que mo partisse ou mo roubasse, alem disso era meu! Mas depois apercebi-me que ele nao tinha brinquedo e se nao lho emprestasse o meu, nao teria nada para brincar.
Olhei á minha volta e vi todos os da minha altura rirem e fazerem os seus jogos enquanto que o do meu lado parecia murcho e sem sorriso aparente no rosto.
Estiquei-lhe o meu presente e assim que este agarrou na oferta o seu rosto iluminou-se como se tudo dependesse da resposta.
Brincou e devolveu-mo tal como o tinha dado. E foi-se embora.
Em casa lembraram-me "ainda tens uma prenda por abrir" corri para o salao. A minha inocencia era tambem ignorancia. leram a carta para mim "partilha o que tens e nao invejes o que têm os outros,emprestaste um bem que te é precioso quando tens pouco, mas deste algo a alguem que ainda menos tem. E deste-lhe algo que por mais anos que passem nunca se estragará nem desaparecerá..Feliz Natal."