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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sinfonia a Dois

Mais um comentário-poema recebido do amigo M., digno de publicação.

"É bom recordar, na luminosidade e na cor destas fotos, as horas aí passadas a ver e ouvir como tu e o Mário acariciam as cordas da guitarra. Aqui vos envio uma sinfonia.

SINFONIA A DOIS

Dois corpos nus entrelaçados
Numa escultura à harmonia
Escrevem na seda branca a pauta
De uma louca sinfonia

Ouvem-se os sinos a tocar
Nos mil carrilhões do amor
E dos astros em cor carmim
Sopra o vento que traz calor

Entram musas inspiradoras
Fazem versos ao coração
Misturam beijos e afagos
Na música desta paixão

A bateria aumenta o ritmo
Entra a harpa e os violinos
Das trompetes e dos clarinetes
Saem os sons mais cristalinos

Termina em glória a partitura
Rufam os tambores alvoroçados
Dois corpos nus estremecendo
Felizes dormem entrelaçados

M.R.
15 de Outubro de 2007 18:23"

1 comentário:

Tx ^^ disse...

"Flor Humana" (M.)

Sem querer referir nomes,
Sem querer acusar ninguém,
Sei de um grande homem
Que faz rimas também.

É poeta nos tempos folgados
E carpinteiro de boa fé.
Para ele, no andebol, não há falhados
Uma vez que não se joga com o pé.

Comes e bebes são o prólogo
O prato principal a caneta e o papel,
A sobremesa fica para mais logo
Que a rima já lhe está na pele.

Risca, corrige e altera.
Dure o que durar para ficar lindo.
A boca descai levemente ao ver que a fera,
Afinal é um doce escondido.

Homem, tu que és poeta melhor que eu,
(Para não te chamar musa,)minha inspiração,
Quem me dera escrever um poema como o teu
Que enfeitiça qualquer coração.

Homem, meu amigo, meu irmão,
Há que viver uma vez e morrer outra
Para que a linha siga a tua mão
Como se a história já estivesse pronta.